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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Supermercados começam a 'encolher' no País



O tamanho das lojas do varejo de alimentos no Brasil está encolhendo, revertendo uma tendência de crescimento acelerado de pontos de venda gigantescos que predominava desde a década de 80, na época da inflação galopante. Nos últimos dois anos, enquanto o número de lojas menores, que incluem o modelo de vizinhança e o atacarejo (formato que mistura o atacado com o varejo), deu um salto, o volume de lojas maiores, como os hipermercados e supermercados, teve um crescimento inexpressivo ou até diminuiu, revela o Relatório Anual da revista Supermercado Moderno. As lojas de atacarejo são, em média, 25% menores que os hipermercados. A área de vendas das lojas de vizinhança é 46% a dos supermercados. 
Segundo a pesquisa, que está na 39ª edição e é uma espécie de radiografia do varejo de alimentos, de 2007 para 2009, o número de lojas de vizinhança cresceu 134% - de 333 para 779 unidades. O número de lojas de atacarejo também mais que dobrou: eram 90 unidades em 2007 e somavam 197 no fim de 2009. Em contrapartida, houve retração no número de lojas de supermercados, de 1,5% em dois anos, e a quantidade de lojas de hipermercados aumentou apenas 8% nesse período.
A pesquisa mostra que essa tendência é clara quando se avalia as três gigantes do varejo de supermercados: Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart. O tamanho médio das lojas dessas três companhias diminuiu 6,4% em dois anos, levando-se em conta todos os formatos de lojas.
Na análise do coordenador da pesquisa, Valdir Orsetti, a mudança de perfil do varejo de alimentos, de grandes para pequenas lojas, é fruto da vários fatores combinados. O primeiro deles é ascensão social das classes de menor poder aquisitivo para os estratos mais abastados. "Com crédito e renda, o consumidor quer fazer as compras perto de casa e gastar o tempo livre para o lazer", explica. Além disso, a estabilidade da moeda chancelou as compras mais frequentes e em menor volume, pois os preços não mudam do dia para noite como ocorria na época da hiperinflação.
Por último, ele acrescenta que uma fatia significativa da população está envelhecendo. Por razões físicas, esses consumidores não têm disposição de percorrer grandes lojas quando vão às compras e optam pelas lojas menores, próximas de suas residências. De acordo com a pesquisa, as lojas de vizinhança e os atacarejos estão presentes praticamente em todo o País, com forte concentração nas regiões Sudeste, Norte e Nordeste. O Sudeste reúne quase a metade (49%) das lojas de atacarejo, e o Norte e Nordeste, 24%. No caso das lojas de vizinhança, o Sudeste responde por 60% delas, e o Norte e Nordeste, por 37%. 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Falta de vitamina D aumenta sintomas da asma em crianças


Pesquisas revelam que baixos níveis de vitamina D estimulam os sintomas da asma e aumentam o risco de outras doenças

Ana Paula Pontes e Simone Tint
Sabe aquelas gotinhas de vitamina D que você dá (ou já deu) para o seu filho? Elas podem fazer muito mais para ele além de ajudar na formação óssea. Pesquisas anteriores já sugeriam que o suplemento reduz o risco de doenças cardíacas e diabetes. Um novo estudo revelou que ela é capaz de minimizar os sintomas da asma. A pesquisa, realizada pelo National Jewish Health Hospital, dos EUA, mostrou que os baixos níveis de vitamina D podem reduzir as funções pulmonares, aumentando os sintomas da alergia. Depois de analisar o histórico hospitalar de 100 crianças asmáticas, os pesquisadores perceberam que quanto maior o nível de vitamina D, menor é a necessidade de medicação.

Um dos fatores que pode interferir na produção de vitamina D no organismo da criança é a falta de exposição ao sol. Apesar de ser encontrada em vários alimentos (como fígado, ovos, carne, manteiga, peixes - inclusive os enlatados - e óleo de fígado de peixe), a vitamina D necessita do sol para ser absorvida pelo organismo. "Ela regula o metabolismo do cálcio e do fosfato, responsáveis pela formação de ossos e dentes sadios, além de prevenir o raquitismo", diz a nutricionista Daniela Jobst. A vitamina é fundamental para a saúde óssea, o bom funcionamento do sistema imunológico, dos nervos, dos músculos e da coagulação do sangue em crianças, adolescentes e adultos.

Até mesmo o leite materno, o alimento mais completo para o bebê, é deficiente nesse tipo de nutriente (veja matéria aqui). Por isso a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda o uso de suplementos de vitamina D a partir do 15º dia de vida. "Outra recomendação para os primeiros meses de vida da criança é levá-la para passeios curtos ao sol, para que essa carência seja suprida”, afirma Ellen Simone Paiva, endocrinologista e diretora do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional). É importante que seu bebê fique exposto ao sol minutos , todo dia. Fazer um passeio ou brincar fora de casa são algumas opções, mas sempre antes das 10h ou após as 16h. Lembre-se que crianças com menos de 6 meses não podem usar protetor solar, mas, depois disso, é importante usá-lo sempre que for à praia ou à piscina. Acima de 1 ano, vale passar sempre que for fazer uma atividade ao ar livre.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Investigação do Câncer, em Oslo, na Noruega, concluiu que o sol, com moderação, pode trazer mais benefícios do que riscos à saúde. Essa pesquisa também avaliou que, em países da região do Equador, como no Brasil e na Austrália, as pessoas produzem 3,4 vezes mais vitamina D do que quem vive na Grã-Bretanha , e 4,8 vezes mais do que os escandinavos.
Fonte: Revista Crescer - GLOBO 

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Suplemento de zinco reduz risco de o bebê ter diarreia.


DA REPORTAGEM LOCAL

Suplementos de zinco durante a gravidez ajudam a reduzir a diarreia nos bebês, diz estudo feito com 400 mulheres. Os resultados foram publicados no "Journal of Pediatrics". A deficiência de zinco diminui as defesas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a ingestão de suplementos de zinco para o tratamento de diarreia aguda, mas pouco se sabe sobre o uso preventivo.

As mulheres foram divididas em dois grupos: um que recebeu o suplemento e outro que não. Ao acompanhar os bebês, os pesquisadores constataram que aqueles cujas mães tinham tomado zinco tiveram menos dias de diarreia e tinham 34% menos risco de sofrerem um episódio de diarreia que durasse mais de uma semana.

Fonte: FSP

sábado, 3 de abril de 2010

Médico alerta sobre benefícios de comer peixe: facilita a digestão


O peixe tem proteínas de melhor qualidade do que as da carne vermelha. Ele recomenda que o peixe esteja no cardápio duas ou três vezes por semana.

 Nesta Sexta-Feira da Paixão (2), reza a tradição católica que não se deve comer carne vermelha. Por isso, muita gente está hoje no Mercado de São Pedro de Niterói para comprar o peixe do almoço e para pesquisar os melhores preços.

Tradicionalmente, a corvina e a anchova têm preços mais em conta. Mas muita gente está levando dourado e namorado pra casa.

Essa tradição de comer peixe hoje segue, mas nem sempre sabe por que. O peixe foi o símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Segundo a tradição, foi também o alimento que Jesus dividiu entre o povo faminto. Tem também a questão de não se comer a carne vermelha, porque representa o sangue derramado de Jesus.

Esta é uma tradição que a gente segue e que faz muito bem pra saúde, porque o peixe é um alimento muito rico, porque é uma carne magra, rica em aminoácidos importantes para a formação de proteínas, rica em vitaminas, ferro, cálcio e também em ômega 3 que ajuda a diminuir os ricos de doenças do coração e até de alguns tipos de câncer.
Muita gente deixou para comprar o peixe na última hora, nesta sexta-feira (2), no Mercado São Pedro, em Niterói. Foi difícil até de pesquisar preços, que estavam em alta. “Infelizmente está muito caro“, afirma uma mulher.

Os comerciantes falam que os aumentos variam de 10% a 30%, dependendo do peixe. “O mais baratos são a anchova, o dourado, o namorado e o camarão. Os mais caros são o linguado, o robalo e o cherne”, avisa um comerciante.

A Fundação Getúlio Vargas constatou que os preços dos pescados subiram acima da inflação. “Hoje como é um dia tradicional, tem que levar um peixinho para casa. Tem que fazer um esforço”, diz um homem.

Os cardápios são variados, mas é preciso ficar de olho para levar para casa o peixe fresco. Mas como ter certeza?

“A guelra e as escamas são bem firmes. Os olhos têm que estar brilhante. Veja se ele está te encarando frente a frente. Te olhando com carinho”, brinca um homem.

Médico tira dúvidas sobre o consumo de peixe

O médico Luís Fernando Corrêa esteve no estúdio do RJTV e tirou dúvidas sobre os benefícios do peixe para a saúde.

Ele explicou que a carne do peixe tem proteínas de melhor qualidade do que as da carne vermelha. O médico ressaltou também que a carne do peixe é de mais fácil digestão. Além disso, o peixe tem mais Omega 3, um tipo de gordura especial que protege o coração.
 
Fonte: RJTV - GLOBO

Médico recomenda que se coma dois quadrados de chocolate por semana


Afinal, comer chocolate faz bem à saúde? É possível matar a vontade de comer ovo sem abusar das calorias? Veja o que diz o Dr. Luís Fernando Correia.

O coelho é o rei da festa. Ele aparece na decoração, em máscaras, painéis e ao vivo. “Se levar o coelho, tem que cuidar. Tem que deixar a gaiola bem limpinha. Tem que dar alface, repolho, couve, cenoura e ração”, avisa uma mulher em uma loja onde os bichinhos são vendidos.

Os coelhos de pelúcia também fazem sucesso. “Não engorda”, brinca uma moça.

O Mercadão de Madureira é endereço certo de quem busca produtos para a Páscoa. “Já encontrei tudo aqui. Comprei painéis para fazer o aniversário do meu filho. Agora vou ver fantasia”, diz uma mulher.

Por lá, os comerciantes estão otimistas: esperam vender 10% a mais do que no ano passado. Tem desde ovinhos a R$ 1 até a cesta pronta, por R$ 60. E dá para enfeitar na hora, do jeito que quiser. Conforme vai chegando a hora, as ofertas vão aumentando.

O ovo de chocolate é mesmo o produto mais consumido nessa época do ano segundo pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados. A pesquisa aponta o aumento de mais de 6% no preço desses produtos em relação ao ano passado. Se fica mais caro na loja, tem mais gente querendo fabricar o próprio chocolate. No mercadão, consumidores ficaram na fila para comprar forminhas, fazer o chocolate artesanal e ganhar um dinheiro nessa época do ano.

“Eu faço chocolate em casa faz tempo, então as pessoas me procuram. Dá para ganhar um dinheiro para pagar as contas”, avisa uma jovem.

Médico tira dúvidas sobre o consumo de chocolate

O médico Luís Fernando Correia foi ao estúdio do RJTV e tirou dúvidas dos telespectadores sobre o consumo de chocolate. Confira:

Afinal, chocolate faz bem?
O chocolate tem prós e contras. Ele é muito bom para coração e artérias, mas deve ser consumido em porções bem pequenas. Apenas dois quadradinhos de um tablete por semana, de preferência de chocolate meio amargo. Na verdade, o ideal é consumir o chocolate que tem 70% de cacau. Um ovo de páscoa ao leite de 100 gramas tem, em média, 500 calorias, o mesmo que uma refeição.

O excesso de chocolate para criança causa alergia?
Não é excesso de chocolate que causa a alergia. A alergia surge em crianças com a exposição ao chocolate muito freqüente. Chocolate em excesso pode dar uma dor de barriga e problemas intestinais se comer de uma vez só. O segredo é negociar com a criança para ela não comer tudo de uma vez.

A alergia ao chocolate existe. Mas a criança pode ter alergia a outras substâncias que entram na composição da receita do ovo de páscoa.

O chocolate branco é mais calórico que o preto?
O branco tende a ser mais calórico porque leva mais gordura que o preto, para ficar mais consistente. Alguns entendidos dizem que o branco nem é chocolate por causa do baixo teor de cacau. Como não existe uma só receita para o chocolate, pode haver um chocolate mais calórico que outro.

Qual substância presente no chocolate faz bem ao organismo?
O chocolate tem substâncias chamadas flavonóides. Essas substâncias estão presentes no cacau e na casca da uva, por exemplo. Por isso que dizem que tomar vinho faz bem ao coração. Mesmo assim, como já falei, a quantidade ingerida não pode ser grande.

Além de engordar, o excesso de chocolate pode deflagrar enxaquecas em pessoas com propensão a dores de cabeça. Mas é difícil resistir.

Fonte: RJTV - GLOBO

terça-feira, 30 de março de 2010

Ingestão de cervejas pode suprir carência de folatos

Pesquisa desenvolvida na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) revela que três tipos de cerveja produzidos no país são uma fonte de vitamina B9, graças à presença dos folatos, compostos equivalentes ao ácido fólico. O estudo aponta que o consumo de 350 ml da bebida por dia poderia trazer benefícios à saúde humana, no combate às anemias, doenças cardiovasculares e malformações fetais, com aporte de cerca de 20% de folatos para o organismo. Uma latinha, portanto, seria um bom parâmetro para ingestão, conclui a engenheira de alimentos Ana Cecília Poloni Rybka, que defendeu recentemente sua tese de doutorado sobre o assunto na FEA. A pesquisadora, porém, faz algumas ressalvas: grávidas não devem beber cerveja com álcool e pessoas adultas devem fazer uso moderado da bebida, caso não haja restrição médica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda o consumo de 400 microgramas diárias de folatos por dia, também presente em outros alimentos. 

Orientada pela professora Helena Teixeira Godoy, a tese de Rybka avaliou, entre outros pontos, os folatos em três tipos de cerveja conhecidas no mercado: a pilsen normal e a não-alcoó­lica, e a malzbier. Foi ainda foco de sua atenção a capacidade antioxidante e de fenólicos totais, um dos responsáveis pela qualidade dos alimentos. Mas, além de comparar as cervejas, ela também investigou as latas e garrafas para decifrar se haveria diferença entre os teores desses compostos nos diferentes tipos de embalagem. 

No estudo, foram analisadas cinco marcas da cerveja pilsen, cinco de cerveja sem álcool e outras cinco de cerveja malzbier. Entre uma marca e outra, a engenheira de alimentos, graduada pela FEA da Unicamp, chegou a algumas diferenças de teor, inclusive no caso das cervejas com a mesma marca, e isso em diferentes lotes. “É que estes compostos vêm de um processo de fabricação particular, tanto em termos de fermentação como de escolha dos próprios ingredientes. E isso com certeza possui grande variação.”

Um dos resultados mais marcantes para Rybka ficou por conta da notável diferença na capacidade antioxidante e dos compostos fenólicos. Na malzbier, relata, esta capacidade foi bem mais pronunciada do que na cerveja pilsen, principalmente na sem álcool. De acordo com ela, o resultado mostra que a princípio, comparativamente, ela seria melhor para a saúde, mas acredita que outras avaliações devam acontecer para investigar mais detalhadamente cada achado. 

Teor alcoólico
Com relação ao teor alcoólico, a pesquisadora afirma que existem diferenças entre os três tipos de cerveja, no entanto são suaves, não obstante notarem-se algumas especificidades na composição de álcool em todas as marcas. De maneira geral, a pilsen tem 4,5% de teor alcoólico e a malzbier um pouco mais, por volta de 5%. “O teor alcoólico entre a pilsen e a malzbier é praticamente o mesmo, apesar de eu não ter feito uma avaliação do efeito do álcool no organismo. Fato é que álcool é álcool e que a sua ingestão em maiores quantidades muito dependerá da resposta de cada um, diante de fatores como sensibilidade, absorção, se comeu antes de beber, além de parâmetros biométricos como peso, idade e sexo, para metabolizar o álcool mais rapidamente.” 

O objetivo da engenheira de alimentos foi verificar primeiramente os benefícios que a cerveja poderia trazer. Isso porque muitas pesquisas atualmente comprovam o valor dos compostos fenólicos do vinho e a importância do consumo de uma a duas taças médias por dia. Segundo ela, ter ido nessa direção colaborou para estimular, mediante diversos trabalhos publicados sobre cerveja na literatura internacional, novos trabalhos acerca da cerveja brasileira, já que são poucos os estudos comparativos até hoje. “Somado ao fato da cerveja ser a bebida alcoólica mais consumida no país (o Brasil é o quinto maior mercado de cerveja do mundo), é interessante saber o que as pessoas estão consumindo.” 

O consumo per capita da cerveja no Brasil não é muito alto – 57,4 litros por habitante em 2008, se comparado a países como a República Tcheca, com 158, e a Alemanha, com 117,7, ambos os dados obtidos em 2003 da Brewers of Europe, Alaface e Sindicery. O Brasil consome sim e demonstra um potencial de crescimento de venda, ainda por ser melhor explorado. Mesmo assim, na opinião da pesquisadora, o que acontece é que algumas pessoas consomem muita cerveja, outras bebem pouco e outras ainda não bebem. Conforme ela, não adianta num final de semana a pessoa beber de quatro a cinco garrafas de cerveja e achar que está suprida com folato. “Não é assim que funciona. A pessoa teria que beber um pouquinho periodicamente para conseguir esta manutenção e gozar seus efeitos benéficos. A intenção da minha pesquisa, contudo, não foi incentivar a bebida e sim avaliar o quanto de vitamina está presente nela.” 

O folato da cerveja, sugere a pesquisadora, deveria ser visto como uma fonte auxiliar à obtenção de vitamina B no organismo. Tanto que, ao avaliar também a cerveja pilsen sem álcool, a autora da tese comentou que ela poderia trazer esses benefícios. “A curva de álcool presente em estudos de outros autores aponta que, ao ingerir um pouco da bebida, ela pode até fazer bem. Agora, ultrapassando o limite, já começa a causar mal à saúde, trazendo complicações na absorção das vitaminas, no funcionamento do metabolismo e podendo causar doenças do fígado, perda do equilíbrio, falta de memória e outras implicações psicológicas importantes”, enumera. 

Algumas cervejas “sem álcool” não deixam de ter álcool em sua composição – até 0,37% a cada 100 gramas. “Mais interessante é ingerir a cerveja 0% de álcool, que também é encontrada no mercado”, diz Rybka. Ela imagina que esta tendência decorre das campanhas brasileiras sobre os malefícios do álcool para o cidadão comum, para as gestantes e para os motoristas, que acabaram contribuindo para a qualidade da cerveja. A pesquisadora também realça que a malzbier apresentou uma capacidade antioxidante maior que a pilsen e a sem álcool. “Esta cerveja tem semelhanças com o vinho rosé. Já a cerveja pilsen é mais ou menos equivalente ao vinho branco”, compara. 

Rybka constata na tese que a cerveja pode fazer parte do consumo diário de folatos e que é útil também para a capacidade antioxidante. Não encontrou, na maioria das avaliações, diferenças de armazenamento da cerveja em latas ou em garrafas. Ao acompanhar a vida de prateleira, quanto aos folatos, analisou a cerveja assim que ela foi fabricada e durante os seis meses posteriores à fabricação, que é o tempo máximo de prateleira da maioria das cervejas brasileiras. “Avaliei-as de dois em dois meses e percebi que, quando recém-fabricada, ela teve maior quantidade de vitamina. Esta queda, todavia, não foi intensa”, conta. Em países europeus, onde a tradição da cerveja é maior, a vida de prateleira pode chegar a um ano. 

Composição
A cerveja pilsen, a mais vendida no Brasil, leva em sua receita cevada malteada, água de boa qualidade, lúpulo (que dá à cerveja sabor e aroma, atuando como um conservante natural e auxiliando na formação da espuma) e fermento (para promover a fermentação). A partir daí podem ser colocados adjuntos, que são outras fontes de carboidratos como o milho, os cereais e o trigo. Também podem ser agregados os conservantes e os antioxidantes. 

No caso da malzbier, adiciona-se caramelo aos compostos básicos. Além dele, o malte em geral é um pouco mais tostado. Atualmente existem diversos tipos de cerveja e são 180 estilos reconhecidos. Pilsen e malzbier são apenas dois tipos analisados, além da pilsen sem álcool. Na Bélgica e na Alemanha, a maioria das cervejas tem cor escura, passa por alta fermentação e é mais encorpada. 

Vários estudos no exterior, acentua Rybka, já relatavam a presença de folatos na cerveja e a sua capacidade antioxidante. O que foi novo no seu estudo foi o comparativo entre os três tipos de cerveja brasileira, posto que a formulação nacional é um pouco diferente: aqui se utilizam muitos adjuntos, porque deixam a cerveja mais leve e mais barata. “Fabricar cervejas fortes e com alto teor alcoólico são mais apropriadas para o clima frio. Mas é claro que existem pessoas que gostam, pois as intenções de consumo são muito amplas.”

A pesquisadora informa que no Laboratório de Análises de Alimentos da FEA, ligado ao Departamento de Ciência de Alimentos, são utilizados equipamentos que avaliam amostras para saber o quanto do composto de interesse está presente ali, como a cromatografia líquida de alta eficiência, por exemplo. “Como disse, não fiz aqui nenhuma avaliação in vivo para ver se as pessoas absorvem esta vitamina ou estudar o efeito do álcool. Também não foi minha proposta fazer crítica ou apologia ao uso da cerveja. Foi, antes, ver o quanto a cerveja tem de vitamina e compostos fenólicos.” 

Texto: Isabel Gardenal
Fonte: Jornal da Unicamp 

terça-feira, 23 de março de 2010

Dieta mediterrânea pode ajudar casais a engravidar

 
Mulheres que seguem a dieta mediterrânea, rica em verduras, óleos vegetais e peixes, podem ter 40% mais chance de engravidar depois de um tratamento contra a infertilidade.

É o que sugere um estudo realizado na Holanda com 161 casais que procuraram tratamentos contra a infertilidade. O trabalho foi publicado no periódico científico "Fertility and Sterility".

Os cientistas alertam para o fato de que a pesquisa não é suficiente para provar uma relação de causa e efeito, ou seja, não se pode dizer que a dieta em si aumente o sucesso de tratamento contra infertilidade. No entanto, a descoberta aponta para um possível papel da dieta no sucesso de tratamentos de fertilidade, afirma o autor.
 
Ele sugere que casais que querem engravidar tentem tornar sua dieta mais próxima do estilo mediterrâneo.
 
Fonte: Saúde - UOL

Pepsico vai tirar bebidas com açúcar nas Escolas


A indústria alimentícia PepsiCo anunciou que decidiu cancelar a venda de refrigerantes com açúcar nas escolas de todo o mundo até 2012. O anúncio internacional foi feito anteontem pela empresa -que é a segunda maior do setor, ficando atrás apenas da Coca-Cola. Segundo a assessoria de imprensa, a PepsiCo está estudando essa mudança há algum tempo. A empresa quer ampliar a oferta de bebidas de baixa caloria e de bebidas nutritivas nas escolas. Trata-se de um projeto global, que começará nos Estados Unidos.

Fonte: Saúde - UOL

segunda-feira, 15 de março de 2010

Dicas para emagrecer

Primeira regra é fazer de cinco a seis refeições por dia

Segundo a psicóloga Adriana Cezaretto, da USP, devemos evitar armadilhas, como estabelecer metas grandiosas para se perder peso.
 
Mudar hábitos que trazemos da infância é realmente muito complicado. O conselho da psicóloga Adriana Cezaretto, da USP, é para evitar criar armadilhas, como estabelecer metas grandiosas para se perder peso.

“O que a gente adquire em 40 anos a gente não perde em três semanas. É um sacrifício imenso para o corpo e, muitas vezes, não tem como. E aí a pessoa não conseguiu aquela meta maior. A gente costuma falar de metas curtas: faça o que é possível”, declara a psicóloga.

E o que é possível para cada um de nós? Nosso grupo participa de uma aula sobre o assunto. As nutricionistas têm uma lista de 14 metas que devemos tentar alcançar pouco a pouco, pelo menos duas a cada semana, para que possamos chegar ao nosso objetivo.

A primeira das metas é importantíssima: faça de cinco a seis refeições por dia - café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e, para quem vai dormir tarde, o lanche da noite.

“O importante é não ficar mais de três horas sem comer. Então, vocês vão ter que se organizar no dia a dia de vocês para introduzir estas refeições”, diz a Dra. Samantha para os pacientes.

A segunda meta é usar as frutas como sobremesa e como opção daquele lanchinho rápido entre as refeições. Mas elas têm açúcar e o consumo aconselhado é de três a quatro porções por dia.

A meta número três é incluir verduras e legumes no almoço e no jantar.

A de número quatro é difícil para muita gente: o tamanho da porção de carne numa refeição não deve ser maior do que a palma da mão. A Dra. Samantha explica para o grupo como deve ser a medida da carne.

A meta seguinte é trocar a gordura animal por vegetal. Quanto ao azeite extra virgem, dá para consumir duas colheres de sopa nas saladas por dia. Já o óleo de cozinha é preciso restringir.

A nutricionista Samantha pergunta para a empregada doméstica Isabel Cristina Leôncio quantas latas de óleo ela utiliza para cozinhar. “Para mim e a minha patroa, uso umas duas latas”, responde Isabel.

A especialista explica, então, a quantidade que se deve usar em casa. “Vamos considerar uma família com dois adultos e duas crianças. Devemos utilizar uma lata de óleo por mês. No seu caso, você teria que utilizar meia lata de óleo. Isso é sinal que gente está fazendo muita fritura ou está adicionando muito óleo aos alimentos, para fazer arroz ou feijão. Dá pra gente diminuir esta quantidade”, explica a Dra. Samantha para a empregada doméstica.

A essa altura, o repórter Alberto Gaspar e os seus companheiros já estão, cada um a seu modo, engajados na educação alimentar.

“Eu detesto comer de manhã, odeio comer de manhã, mas como eu quero levar a sério, tudo direitinho eu estou tomando café de manhã”, conta Edna.

“Eu nunca fui muito chegado em café da manhã, era um cafezinho preto e olhe lá. Agora, estou me obrigando a comer uma coisinha, uma torrada”, revela Gaspar.

“Na hora do almoço, vem aquela saladona de novo. O que eu gostaria mesmo de comer é uma carne gorda, reforçada”, diz Luis.

“Agora são 20h50 e eu vou jantar. Vou jantar uma salada de alface, com um pequeno bife de filé de frango assado com tomate, um pouquinho de chuchu cozido na água e sal e vou tomar um suquinho de limão. Boa noite, até amanhã”, diz Edna para a câmera.

Fonte: Globo Reporter - GLOBO

sábado, 13 de março de 2010

Terapia à base de sal alivia problemas respiratórios

O que você acha de respirar sal? Os londrinos aprovaram a ideia que já tem o apoio do Ministério da Saúde da Inglaterra.
 
Marcos Lesekann - Londres
 
Por fora, um prédio como outro qualquer. Na recepção, ambiente de uma clínica aparentemente comum também. Mas lá dentro, atrás de uma porta, uma surpreendente caverna de sal.

Caverna é como uma clínica é chamada. Na verdade, uma das salas do prédio foi totalmente revestida de sal: uma tonelada e meia, do chão até o teto.

Cavernas naturais de sal podem ser encontradas em várias partes do planeta, mas são mais comuns na Alemanha e no leste europeu. Como não havia uma dessas em Londres, o jeito foi construir a primeira clínica de terapia de sal, ou haloterapia, da capital britânica.

É no ar que está o segredo dessa clínica que conta com 1.500 clientes, ou melhor, pacientes. Um duto na parede traz uma brisa quase imperceptível: vento misturado com partículas de sal.

A dona da clínica, Sofia Benke, mostra a máquina responsável pelo salitre artificial. Segundo ela, são 30 miligramas de sal espalhados na ''caverna'' por hora, tempo que dura cada seção.

Ela garante que é excelente como terapia complementar contra doenças respiratórias: asma, bronquite, renite alérgica, sinusite, gripes em geral. Não há contra-indicação, ela garante: "tanto que o Ministério da Saúde da Grã-Bretanha nos deu a licença para funcionar".

"Esse ar salino dessas cavernas pode atuar na mucosa respiratória como um alívio, ou um bem-estar no respirar das pessoas, mas nunca tratando um processo inflamatório que existe em todo indivíduo que é alérgico", explica o chefe do setor de Alergia e Imunologia do Hospital do Servidor, Dr. Carlos Loja

Pelo menos dois brasileiros frequentam a clínica. Fazem até três seções por semana. "Quando eu morava no Brasil, tinha muito problema respiratório: sinusite, renite, tudo muito alérgico. Um dia depois da minha seção eu já acordo respirando melhor, sem ter aquele nariz congestionado, é outra coisa", conta Danile Granato.

''Sempre tive bronquite alérgica ou asma desde os dois anos. Eu roncava, mas já posso dizer que ninguém mais está reclamando muito", diz Caio Carvalho.

Terapêutico ou não, de uma coisa os pacientes não duvidam: som de mar, um salzinho no ar, relaxante.

Fonte: Jornal Hoje - GLOBO